A escola constitui um contexto diversificado do desenvolvimento do ser humano, onde a criança encontra as oportunidades de transformar o seu potencial em competências, habilidades e capacidade de aprender uma variedade muito grande de elementos constituinte da sua cultura de maneira contínua. Segundo a autora do texto base “[...] a existência da escola cumpre um objetivo antropológico muito importante: garantir a continuidade da espécie, socializando para as novas gerações os as aquisições e invenções resultante do desenvolvimento cultural da humanidade. Lima (2008, p.17). É justamente a transmissão do conhecimento construído nas gerações passadas que vai servir de suporte para assegurar a existência da espécie humana.
A espécie humana depende da transmissão de conhecimento passado de uma geração para outra, reafirmando os saberes, os valores e a cultura para as novas gerações, e a escola desempenha esse papel, principalmente o de socializar conhecimentos de maneira sistematizada. Mas para que isso aconteça é necessário que professor busque estratégia que possibilite para o aluno desenvolva a função simbólica e posso construir aprendizagem significativa. No caso da criança da Educação Infantil é possível usar como estratégia de ensino o desenho e a brincadeira de faz de conta, para que elas possam desenvolver as suas capacidades motoras, intelectuais e sociais.
A função simbólica é constituída quando a criança tem a capacidade de representar mentalmente a figura (símbolo) das experiências vivenciadas por ela no mundo real. O desenvolvimento da função simbólica possibilita a criança construir significados e acumular conhecimento.
Todo conhecimento é representado simbolicamente, pela linguagem de cada sistema de acordo com a maturidade de cada pessoa. Na educação a formação da função simbólica e representada através do desenho e da brincadeira, criando condição interna de leitura e da escrita. A função simbólica é a atividade mais básica das ações que acontece na escola. Quando essa função não é devidamente desenvolvida a aprendizagem não acontece.
Entretanto criança começa a se desenvolver muito antes de freqüentar a escola, pois ela já nasce com potencialidade de manifestar a função simbólica, e isso vai acontecer a partir das interações que a criança vai vivenciar, nos diversos contextos na qual ela está inserida. Posteriormente todas essas representações desenvolvidas pela criança na sua vivencia será usada pelo professor como base para a mediação de novas aquisições no processo de ensino-aprendizagem chamada por Vigotsky de Zona de desenvolvimento Proximal . Pois toda situação de aprendizagem escolar se depara sempre com uma história de aprendizagem prévia.
Nesse processo de transmissão de conhecimento o professor tem a tarefa de mediar o conhecimento, com propósito de promover para o aluno a sua humanização, e assegurar a apropriação das formas de comunicação a partir do desenvolvimento do sistema simbólico. Segundo Lima “ a humanização implica, igualmente, em desenvolver os movimentos do corpo para a realização de ações complexas como as necessárias para a preservação da saúde, para as praticas culturais, para a realizar as vários sistemas de registros, como o desenho e a escrita.” Lima (2008, p.18). E esse trabalho de humanização precisa está de acordo com cada fase maturacional da criança.
Segundo Lima a criança não só depende da maturação biológica para desenvolver uma ação, como também precisa está inserida em um contexto social, onde outras pessoas vão ensiná-la como realizar as ações novas. As estratégias usadas para desenvolver a ação vão depender do contexto cultural que cada ser humano se encontra, para que seja possível a aquisição de conhecimento e a formação da identidade da pessoa. Segundo LIMA [...] As estratégias de ação e os padrões de interação entre as pessoas são definidos pelas praticas culturais . Isto significa que a cultura é constitutiva dos processos de desenvolvimento e de aprendizagem. LIMA (2008, p. 25).
A diferença entre aprendizagem e desenvolvimento. Ocorre porque a aprendizagem é o conhecimento adquirido de forma sistemática a partir da mediação e internalizado , fruto da interação do sujeito com o meio que pode se dá a partir de ação espontânea ou estimulada. O desenvolvimento é o processo em que o indivíduo constrói seu conhecimento nas diversas estruturas do seu desenvolvimento com: física, cognitiva, afetiva, social e etc.
O processo de desenvolvimento cultural vai sendo modificado ao longo dos tempos, na atualidade essa mudança esta um pouco mais acelerada devido à exigência da globalização e o avanço das novas tecnologias, que incita as pessoas a estarem em busca de novos conhecimentos. “ O desenvolvimento do cérebro é função da cultura e dos objetos culturais existentes em um determinado período histórico” (LIMA 9 2008, p.26). E cada geração presente está buscando novos instrumentos para mediar novos conhecimentos. Portanto a escola precisa esta desenvolvendo no seu currículo estratégias de ensino que possam assegurar a aprendizagem das diversas funções do desenvolvimento da criança como: a função simbólica, a percepção, a memória e a imaginação.
Na infância essas funções que fazem parte do desenvolvimento vão acontecer com muita rapidez, pois a plasticidade cerebral da criança é maior e isso ajuda na aquisição de novos saberes como: da leitura oral, e aprendizagem que requerem um pouco mais de habilidades como : correr, nadar, desenhar, tocar instrumentos musicais, etc. Além de possibilitar que uma função específica possa se desenvolver com mais intensidade para compensar a falta de outra função que não esteja funcionando.
Já a percepção é a sensibilidade que o ser humano tem de perceber as coisas através dos sentidos, E quando um dos sentidos não funciona é possível que ele seja compensado por outro (Nesse caso uma pessoa que não enxergar consegue perceber a aproximação de um objeto através do som, pois o sentido da audição fica bastante aguçado). Portanto uma criança tem potencialidade de aprender muitas coisas na sala de aula. Mas para tanto é preciso que o professor encontre estratégias para motivar a aprendizagem dos conteúdos. Pois nada contribui tanto para o desenvolvimento do potencial do ser humano como as oportunidades educativas. Mas para esse desenvolvimento acontecer de maneira efetiva é preciso mudar paradigmas que vem conduzindo a educação e principalmente as nossas ações como pedagogos diante da atual realidade, que pede o compromisso de todo para uma mudança significativa na área da educação que já está tão manchada pelo a diversos dificuldade que a educação vem vivenciando ao longo de muitas décadas.
A criança precisa da ajuda do adulto para construir sua aprendizagem. Pois é o adulto que vai elaborar o currículo que vai atender as necessidades da criança. Portanto o currículo é um instrumento que precisa visar à socialização dos conhecimentos a todos os seres humanos que a ele tiverem acesso. A criança quando está freqüentando a escola transforma tudo aquilo que aprende de acordo com sua capacidade. Dessa forma, ela constrói o seu próprio conhecimento interno a partir do que lhe é oferecido no contexto educacional. Segundo Lima ( 2005, p. 25) “ O ser humano aprende somente as formas de ação que existem em seu meio, assim como ele aprende a somente a língua ou as línguas que ai foram faladas”. E na escola o currículo tem uma forte relação com as intenções da escolha dos conteúdos que serão desenvolvidos, as ações e resultados esperados no decorrer do processo de ensino-aprendizagem.
A memória que é uma faculdade cognitiva extremamente importante e serve de base para a aprendizagem está configurada como a capacidade que o ser humano tem de arquivar e recuperar mentalmente as informações adquiridas a partir das suas experiência de vida. A memória também está relacionada ao estado emocional do ser humano, e pode interferir na aprendizagem no sentido de facilitar ou dificultar a formação de novas memórias. Sendo essa de longa ou de curta duração.
No processo de aprendizagem o aluno precisa arquivar as informações na memória de longa duração para que essas informações recebidas em sala de aula sejam transformadas em conhecimento. Por isso o grande desafio do professor é justamente encontrar estratégias que transforme a memória de curta duração em memória de longa duração
Na memória estão contidos os elementos que são a base do funcionamento da imaginação que esta configurada com a capacidade que o ser humano tem de pensar e criar os instrumentos usados em todas as áreas do conhecimento. Toda produção cultural de um povo depende do grau de imaginação das pessoas que estão diretamente ou indiretamente ligadas a transmissão dessa cultura, A cada geração essa cultura vai sendo modificadas de acordo com a imaginação do seu povo.
Portanto O desenvolvimento humano é um processo que se inicia na concepção do sujeito e continua ao longo de toda sua vida. Portanto quando uma criança entrar na escola ela já traz consigo uma bagagem de conhecimento muito grande, adquirido nos vários contextos no qual ela está inserida, pois ela se apropria desse conhecimento de maneira natural, isso faz parte do seu desenvolvimento como ser humano. Já na escola a aquisição acontece de forma diferenciada, pois lá ela vai fazer parte de um outro processo de aquisição do conhecimento que vai se dar de maneira sistematizada a partir de uma metodologia na qual o professor vai fazer a mediação de novos saberes, aproveitando todo conhecimento prévio da criança a partir de estratégias diferenciada r atividades especificas para o desenvolvimento de cada área.
Referência
LIMA, Elvira Souza. Indagações sobre currículo: currículo e desenvolvimento humano. In: BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto/ SEB, Brasília: MEC, 2008.
COLL, César. Psicologia da Educação. Ed. Artmed, PORTO ALEGRE, 1999.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mem%C3%B3ria
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM
Na atualidade as dificuldades de aprendizagem vêm sendo uma abordagem de grande relevância. É muito importante que as pessoas que de alguma maneira trabalhem com criança, busquem entender esses tipos de distúrbios, para que possam ajudar as crianças que tenham sido diagnosticas com algumas dificuldades de aprendizagem. Esses tipos de transtornos são muito difíceis de serem diagnosticada por isso se faz necessário que a escola e a família estejam atentas para fazer o reconhecimento caso tenha uma criança no seu convívio com esse tipo de dificuldade de aprendizagem.
Distúrbios de aprendizagem é um termo genérico que se refere a um grupo heterogêneo de alterações manifestas por dificuldades significativas na aquisição e uso da audição, fala, leitura, escrita, raciocínio ou habilidades matemáticas. Estas alterações são intrínsecas ao indivíduo e presumivelmente devidas à disfunção do sistema nervoso central. Apesar de um distúrbio de aprendizagem poder ocorrer concomitantemente com outras condições desfavoráveis (por exemplo, alteração sensorial, retardo mental, distúrbio social ou emocional) ou influências ambientais (por exemplo, diferenças culturais, instrução insuficiente/inadequada, fatores psicogênicos), não é resultado direto dessas condições ou influências. (Collares e Moysés, 1992, p. 32)
Na atualidade é cada vez mais comum a inserção da criança ainda muito pequena em uma instituição escolar, tendo como objetivo maior trabalhar o seu desenvolvimento motor, intelectual e social. O ser humano, em todas as fases de sua vida, está sempre descobrindo e aprendendo coisas novas pelo contato com seus semelhantes e pelo domínio sobre o meio em que vive. Ele nasceu para descobrir e aprender a partir da sua maturação biológica e da interação com o meio e com outros sujeitos, é isso que lhe garante a sobrevivência e a interação na sociedade como ser participativo, crítico e criativo.
A maturação biológica é basicamente inata da criança e se refere às alterações de aspectos qualitativos na qual a criança em cada fase da vida vai estar mais capacitada, estando sempre progredindo para níveis mais elevados. Sendo assim a maturação segue uma linha de progressão de ordem fixa, sua sequencia geralmente não varia, o que muda na maturação é o ritmo e esse vai estar apoiado nas experiências vivenciadas por cada criança.
O comportamento humano está classificado em três áreas; a área cognitiva responsável pelo comportamento intelectual do sujeito, a área afetiva que se encarrega do comportamento sócio emocional e a área psicomotora que se responsabiliza pelo comportamento motor e psicológico.
Segundo Piaget (apud FORMOSINHO, KISHIMOTO, PINAZZA, 2007, p.215) “A assimilação refere-se, fundamentalmente, à capacidade de interpretar e construir o mundo exterior, objetos e ações, em função de um quadro mental disponível em dado momento. O sujeito “lê” a realidade de acordo com as estrutura de que dispõe”. Sendo assim a brincadeira é uma atividade muito importante que ajuda no processo de desenvolvimento da criança e que precisa ser usada como estratégia de ensino e aprendizagem na Educação Infantil, aproveitando o conhecimento prévio das crianças.
Nesse sentido o conhecimento é construído a partir dos conhecimentos prévios, quando a criança consegue assimilar o que acontece ao seu redor com ajuda de uma pessoa mais experiente. Vygotsky denominou esse processo de zona de desenvolvimento proximal (ZDP) e com isso deixa claro que [...] “a zona de desenvolvimento proximal permite-nos delinear o futuro imediato da criança e seu estado dinâmico de desenvolvimento, propiciando o acesso não somente ao que já foi atingido através do desenvolvimento, como também aquilo que está em processo de maturação” (VIGOTSKY 2003 p.113). Para que a criança possa atingir habilidades e competências intelectuais, é necessário que ela receba estímulos externos.
[...] os processos de desenvolvimento da criança são independentes do aprendizado. O aprendizado é considerado um processo puramente externo que não está envolvido ativamente no desenvolvimento. Ele simplesmente se utilizaria dos avanços do desenvolvimento ao invés de fornecer um impulso para modificar seu curso. (COLL, MARCHESI, PALACIOS, 2004, p.103)
Sendo assim os processos de desenvolvimento da criança acontecem de maneira independente do processo da aprendizagem, e essa acontece a partir de estímulos externos que a criança vai receber dos seus pares e do meio.
Nesse sentido o fato da criança não aprender a ler nem escrever torna-se um problema social, pois quem não consegue ler nem escrever é facilmente manipulado por outras pessoas.
Quando a criança entra na escola o principal objetivo é que ela aprenda habilidades especificas como ler, escrever e calcular essas habilidades vai aumentando progressivamente de maneira contínua, e com a passagem do tempo seu desenvolvimento vai ser mensurado de acordo com o seu domínio no vocabulário e em matérias especificas. Entretanto a criança com dificuldade de aprendizagem dificilmente consegue atingir esses domínios de habilidades por conta do seu problema cognitivo. Sendo assim Fonseca (1995, p.210) diz “A aprendizagem da leitura começa com a aquisição da linguagem auditiva. A dificuldade da aprendizagem da leitura coloca, assim, um problema de desenvolvimento da linguagem, e este, um problema de desenvolvimento cognitivo”.
A construção da estrutura cognitiva da criança, se dar a partir da mediação da professora entre o aluno e o conteúdo. Para Piaget, a aprendizagem é um processo de acomodação e assimilação, em que o aluno a partir de novos conhecimentos, vai modificando suas estruturas cognitivas internas, de acordo com as suas experiências pessoais. Os conhecimentos prévios, o ritmo de aprendizagem é levado em conta no processo de desenvolvimento da criança da Educação Infantil.
[...] o processo de desenvolvimento cognitivo poderia ser definido como um posso progressivo e continuado de níveis de Equilibração inferior a superior nos intercâmbios cognitivos entre ao indivíduos e o meio, graças ao jogo da assimilação e da acomodação. O mecanismo de Equilibração constitui um elemento de outo-regulação no processo de desenvolvimento, isso é, funciona como processo de ajustamento ativo por parte do sistema cognitivo. ( COLL, 1999, p.93)
A assimilação é o processo cognitivo pelo qual uma pessoa integra (classifica) um novo dado perceptual, motor ou conceitual às estruturas cognitivas prévias (WADSWORTH, 1996). Ou seja, quando a criança tem novas experiências (vendo coisas novas, ou ouvindo coisas novas) ela tenta adaptar esses novos estímulos às estruturas cognitivas que já possui. (http://www.cerebromente.org.br/n08/mente/construtivismo/construtivismo.htm)
A idade pré-escolar é desenvolvida em fases, pois e nesse período, que a criança começar se capacitar para exercer atividades mais complexas. Como por exemplo, atividades que precise usar linguagem articulada. Porém para a criança com distúrbio de aprendizagem isso fica muito mais difícil, porém não é impossível, pois a sua estrutura cognitiva não deixa que ela faça o uso devido dessa habilidade é necessário que se faca um trabalho diferenciado. Sobre esse assunto Fonseca diz:
As crianças com DA com intervenções pedagógica adequadas, necessariamente enriquecidas em termos de processo ensino-aprendizagem nos seus múltiplos subsistemas componentes, adquirem informações e desbloqueiam as suas dificuldades, e podem mesmo modificabilizar cognitivamente todo o seu potencial dinâmico de aprendizagem. ( FONSECA,1995,P.83)
Segundo os teóricos que estudaram o desenvolvimento da criança é na pré-escola que a mesma começa a definir a sua capacidade de assimilação. Para Piaget esse período corresponde a fase pré-operacional do desenvolvimento cognitivo. No cotidiano a criança vai precisar fazer uso de operações mentais para poder entender e dar significados as coisas do seu entorno. É possível perceber que para que trabalho da aquisição de habilidades como a leitura e escrita tenha sucesso é preciso que esteja interligado com a área cognitiva e também a afetiva que também faz parte das estruturas neurológica.
As dificuldades de aprendizagem são problema de ordem neurológica e que vem afetando algumas crianças impedindo-as que as mesmas possam desenvolver sua capacidade cerebral de maneira plena. Crianças com este tipo de distúrbios não pode ser considerada uma pessoa doente, mas sim um indivíduo que não conseguem entender ou até mesmo decifrar as informações que lhes são passadas com muita clareza. Portanto muitos alunos que têm algum tipo de distúrbio de aprendizagem são rotulados como preguiçosos ou até mesmo como pessoas de pouca inteligência pelos seus colegas e outras pessoas nas escolas e até mesmo no seu convívio familiar. Sendo assim, Fonseca afirma que:
Inteligência pode ser definida como a capacidade mental de raciocinar, planejar, resolver problemas, abstrair ideias, compreender ideias e linguagens e aprender. Embora pessoas leigas geralmente percebam o conceito de inteligência sob um âmbito maior, na Psicologia, o estudo da inteligência geralmente entende que este conceito não compreende a criatividade, o caráter ou a sabedoria. Conforme a definição que se tome, pode ser considerado um dos aspectos da personalidade.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Intelig%C3%AAncia)
[...] a criança com dificuldade de aprendizagem não deve ser “classificada” como deficiente. Trata-se de uma criança normal que aprende de uma forma diferente, a qual apresenta uma discrepância entre o potencial atual e o potencial esperado. Não pertence a nenhuma categoria de deficiência, não sendo sequer uma deficiência mental, pois possui um potencial cognitivo que não é realizado em termos de aproveitamento educacional. ( Fonseca, 1995, p)
Os problemas de aprendizagem são vários, eles afetam o desenvolvimento intelectual da criança. Portanto esses distúrbios podem afetar as crianças de maneiras deferentes, eles são advindos de varias causas, provocando com isso uma série de prejuízos na parte funcional do cérebro da criança em idade escolar. Porém em alguns casos a dificuldade de aprendizagem é tão sutil que pode passar despercebida, já que a criança apresenta uma estrutura de pensamento que supera a média em algumas área do seu desenvolvimento. Como é o caso de uma criança autista.
A criança com esse tipo de transtorno tem uma dificuldade muito grande de se relacionar com outras pessoas, o seu desenvolvimento é comprometido em três áreas: na comunicação, na socialização e na imaginação. Segundo Lima “O desenvolvimento da função simbólica no ser humano é de extrema importância, uma vez que é por meio do exercício desta função que o ser humano pode construir significados e acumular conhecimento” (LIMA, 2008, p. 27). Nesse sentido a imaginação é um dos elementos essencial para o desenvolvimento da criança
[...] para aprender a ler e escrever, a criança precisa ter atrás (e dentro) de si um conjunto de experiência e de envolvimento que garantam um conjunto de modificações neurobiológicas no seu cérebro. Para ler, várias aquisições perceptivas e integrativas se têm de dar em diferentes partes ou unidades no cérebro. É possível que a DA resultem de uma disfunção manifestada por aspectos estruturai, ou por problemas de transmissão dos estímulos nas áreas associativas, por diferença de transdução e integração e de organização, ou por interferência nos processos auditivos e visuais que sustentam o processo da leitura. ( Fonseca 1995, p. 177)
A dificuldade de aprendizagem é uma abordagem muito complexa, as pessoas que trabalham com criança na idade escola precisam ter uma percepção muito sensível para perceber e diagnostica os distúrbios de aprendizagem em alguns seguimentos, pois é possível que uma criança consiga assimilar determinado assunto com certa facilidade, porém não consiga aprende as letras do alfabeto na sua totalidade. Segundo Piaget (apud FORMOSINHO, KISHIMOTO, PINAZZA, 2007, p.215) “A assimilação refere-se, fundamentalmente, à capacidade de interpretar e construir o mundo exterior, objetos e ações, em função de um quadro mental disponível em dado momento. O sujeito “lê” a realidade de acordo com as estrutura de que dispõe”.
Neste sentido se faz preciso que os professores e os responsáveis estejam atentos no processo de desenvolvimento da criança na idade escola, pois essa é a melhor época de se fazer o diagnostico de uma criança com dificuldade de aprendizagem. Porém o adulto preciso ter uma percepção muito apurada para poder identificar qual é o tipo de dificuldade de aprendizagem que uma criança esta tendo. Segundo Fonseca:
A aprendizagem não pode ser vista como mera acumulação de conhecimento ou aquisições, mas como uma construção ativa e uma transformação das ideias, uma modificabilidade cognitiva estrutural, um processamento de informação mais diversificado, transcendente e plástico, consubstanciando a função de facilitar e de mediatizarão intencional do professor ( Fonseca, 1995, p. 82)
Toda criança nasce com a potencialidade de desenvolver a linguagem, a função simbólica, a percepção, a memória, a atenção e a imaginação. Segundo Coll. “Vygotsky implica afirmar que processos como a atenção voluntaria, a memória lógica ou o pensamento podem realizar-se não só de maneira individual, mas também de maneira interpessoal, ou seja, mediante a relação, a comunicação” [...] Coll (1999, p. 106)
Sendo assim esses elementos vão se desenvolver naturalmente na criança por fazer parte do caminho pré-estabelecido pela sua genética. Porém a criança que nasce com algum distúrbio de aprendizagem muitas vezes não consegue desenvolver essas habilidades. Portanto não consegue aprender da maneira convencional como as outras crianças. Segundo Formosinho, Kishimoto e Pinazza (2007, p. 259) [...] “a fala humana desenvolvida possui um significado objetivo, pressupondo, assim um certo nível no desenvolvimento do pensamento, e concordamos que é necessário levar em conta a estreita relação existente entre a linguagem e o pensamento”. A linguagem é um sistema de signo de extrema importância e que muitas vezes a criança no período pré-operatório utiliza de maneira simbólica para expressar os seus pensamentos e sentimentos
As dificuldades de aprendizagem é um tipo de desordem que afeta a capacidade da criança de processar as informações. Essas dificuldades podem afetas o desenvolvimento das funções cognitivas impedindo que a criança aprenda certos conceitos em um período de tempo “normal “ ou seja igual a uma crianças que não tem as suas funções cerebrais afetadas. Porém a aprendizagem de cada criança tem seu tempo diferenciado. Por isso é importante muita atenção ao diagnosticar um distúrbio desse tipo.
Funções cognitivas uma série de atividades mentais que são pré-requisitos para dominar as operações mentais (sendo estas um conjunto de ações interiorizadas, organizadas e coordenadas, por meio das quais se elabora a informação procedente das fontes internas e externas de estimulação). Algumas das funções cognitivas estão relacionadas com a entrada das informações, outras com a elaboração da situação problema e outras com as respostas diante dos desafios. ( http://gutadefranco.blogspot.com/p/o-que-sao-funcoes-cognitivas.html)
Segundo Piaget o ser humano já nasce com algumas estruturas já prontas como, por exemplo, as estruturas genótipo, que trata do biótipo da pessoa, ou seja, das características físicas. Outras ainda serão desenvolvidas como no caso das estruturas psicológicas que precisam de condições favoráveis para um desenvolvimento pleno. Portanto os distúrbios de aprendizagem tem uma relação muito estreita com as condições psicológica da criança.
Os distúrbios de aprendizagem não são fáceis de ser percebidos. Portanto os pais precisam estar atentos às atitudes de seus filhos. Segundo Cesar Coll (1999, pág. 158) é função da família é oferecer cuidado e proteção às crianças, lhes garantido subsistência em condições dignas, contribuição para a socialização dos filhos em relação aos valores socialmente construídos, dar suporte à evolução das crianças; controlá-las e ajudá-las no processo de escolarização e de instrução progressiva em outros âmbitos e instituições sociais.
Outra função da família consiste na ajuda e no suporte que proporcionam às crianças para virem a serem pessoas emocionalmente equilibradas, capazes de estabelecer vínculos afetivos e respeitosos com os outros e consigo própria.
As estratégias de comunicação que os pais utilizam com a criança com distúrbios de aprendizagem têm uma grande importância para o desenvolvimento da mesma. Por isso é de extrema importância que haja uma estreita correlação entre a criança com distúrbio e seus familiares.
Deve ficar claro que escola e família são contextos deferentes e que, nesses contextos, as crianças deverão encontrar coisas, pessoas e relações diversas; nisso está, em parte, a sua riqueza e a sua potencialidade ( Coll, 1999,p.184)
Como sistema, a família desenvolve a função psicossocial, e estabelece estratégia para proteger os seus membros, para que seja possível a sua adaptação a cultura a que pertence. Portanto para que a criança com dificuldade de aprendizagem possa aprender a falar ou desenvolver a leitura e a escrita também vai depender muito do contexto familiar em que a criança vive e o interesse dos membros em ajuda-la no seu processo de desenvolvimento.
O principal significado de dificuldade de aprendizagem são as manifestações das dificuldades na aquisição e compreensão e na utilização da leitura, escrita, da matemática e do raciocínio logico além da compreensão auditiva e da fala. Nesse sentido as dificuldades de aprendizagem certamente ocorrem por causa de uma serie de disfunções do sistema nervoso central que pode der desencadeada durante a vida da criança. Nesse sentido Fonseca afirma que:
Dificuldade de aprendizagem (DA) é um termo geral que se refere a um grupo heterogêneo de desordens manifestadas por dificuldades significativas na aquisição e utilização da compreensão aditivada fala, da escrita e do raciocínio matemático. Tais desordens, consideradas intrínsecas ao individuo, presumindo-se que sejam devidas a uma disfunção do sistema nervoso central, podem ocorrer durante toda vida. ( Fonseca, 1995, p. 71 )
Portanto essas dificuldades de aprendizagem afeta seriamente a criança no campo educacional. Nesse sentido trazendo prejuízos no processo da aprendizagem de crianças diagnosticadas com esse tipo de transtorno. A aquisição da leitura e da escrita é uma função de extrema importância na vida de uma pessoa, é através dessas aquisições que algumas pessoas se desenvolvem verdadeiramente, por que e a partir daí que o individuo vai se diferenciar dentro de uma sociedade letrada.
São vários os índices que pode ajudar no diagnostico que confirme ou não se uma criança tem dificuldade de aprendizagem dente esses índices precisamos considerar quais são os fatores que define as dificuldade em aprender dentre elas a dificuldade de ler e escreve, soletrar com exatidão, recordar fatos do se cotidiano, colocar materiais na sequencia, copiar formas solicitadas, escrever legivelmente, aprender a calcular. Portanto existe uma série de elemento que é precisa ser levado em consideração no momento de fazer o diagnostico de uma criança com dislexia.
É possível perceber que na escola a dislexia é a principal dificuldade de aprendizagem das criança. Certamente por se tratar de um transtorno que impede a criança de aprender habilidades relacionadas às letras, aos números e aos símbolos. Assim, os distúrbios de aprendizagem traz um prejuízo muito grande para a criança. A mesma tem a sua autoestima abalada quando percebe que os colegas consegue aprender e ela não. Segundo Vygotsky:
A fala da criança é tão importante quanto a ação para atingir um objeto. As crianças não ficam simplesmente falando o que elas estão fazendo; sua fala e sua ação fazem parte de uma mesma função psicológica complexa, dirigida para solução do problema em questão (VIGOTSKY, 2003, P. 34)
Dislexia é uma dificuldade de aprendizagem de origem neurológica. É caracterizada pela dificuldade com a fluência correta na leitura e por dificuldade na habilidade de decodificação e soletração. Essas dificuldades resultam tipicamente do déficit no componente fonológico da linguagem que é inesperado em relação a outras habilidades cognitivas consideradas na faixa etária. (http://www.profala.com/artdislexia14.htm)
Por tanto é necessário lembrar que existe vários tipos de dificuldades de aprendizagens entre elas o Transtorno do déficit de atenção, que impede que a criança se concentre no momento da aula, a criança diagnosticada com (TDA) geralmente tem um comportamento um tanto agitado, muita falta de atenção, sofre com instabilidade emocional, além de falar em demasia; a discalculia é um distúrbios neurológico que impedi a criança desenvolva habilidades específica na aprendizagem relacionadas com número.
Discalculia é definido como uma desordem neurológica específica que afeta a habilidade de uma pessoa de compreender e manipular números. A discalculia pode ser causada por um déficit de percepção visual. O termo discalculia é usado frequentemente ao consultar especificamente à inabilidade de executar operações matemáticas ou aritméticas, mas é definido por alguns profissionais educacionais como uma inabilidade mais fundamental para conceitualizar números como um conceito abstrato de quantidades comparativas. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Discalculia)
A discalculia não é uma doença é uma falha na área frontal do cérebro que faz o reconhecimento dos símbolos. Essa falha não está relacionada às habilidades matemáticas básicas, mas como a criança associa essas habilidades com o seu dia a dia. Não podemos esquecer que a dificuldade de fazer calcula está presente em todo seguimento escolar. Portanto antes de fazer um diagnóstico de discalculia na criança é preciso verificar o currículo e a metodologia trabalhada na escola.
No caso da discalculia é possível que a criança tenha uma grande as chances de reverte a situação caso a criança seja acompanhada com profissionais habilitados para essa função. Com o tratamento a criança tem mais chance de melhora a sua capacidade de compreender os conceitos matemáticos e os símbolos. Porém muitas vezes algumas pessoas não consegue melhorar totalmente, e fica um resquício da dificuldade por toda vida adulta de maneira bem suave.
No caso da disortográfica é um distúrbio relacionado ao processo de desenvolvimento da escrita, nesse caso a criança tem um vocabulário muito restrito, também é muito comum encontrar uma variação de erros ortográficos na escrita da criança com disortográfica, de um texto. A criança com esse diagnostico tem uma dificuldade muito grande em elaborar texto, por conta disso que esse transtorno só é verificado quando a criança se encontra no terceiro ano do ensino fundamental.
Disortográfica é a dificuldade do aprendizado e do desenvolvimento da habilidade da linguagem escrita expressiva.Esta dificuldade pode ocorrer associada ou não a dificuldade de leitura, isto é, a dislexia.Considera-se que 90% das disortografias têm como causa um atraso de linguagem; estas são consideradas disortografias verdadeiras. Os 10% restantes têm como causa uma disfunção neuro-fisiológica. ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Disortografia)
REFERÊNCIA
COLL, César; MARCHESI, Álvaro; JESUS, Palácios. Desenvolvimento psicológico e educação. Volume 1, 2º edição, Porto Alegre: Ed. Artmed,. 2004
________, César; MARCHESI, Álvaro; JESUS, Palácios. Desenvolvimento psicológico e educação: Psicologia da educação escolar. Volume 2, Porto Alegre: Ed. Artmed,. 2004
_______, César, MESTRES, Mariana Miras; GOÑI, Javier Onrubi; GALLART, Isabel Solé Psicologia da educação. Porto Alegre: Ed. Artmed, 1999
FARMOSINHO, Júlia Oliveira; KISHIMOTO Tizuko Morchida; PINAZZA Mônica Appezzato. Pedagogia(s) da infância: dialogo com o passado construindo o futuro. Porto Alegre: Artmed, 2007.
FONSECA, Vitor da. Manual de Observação Psicomotora: Significação Psiconeurologia dos Fatores Psicomotores. Ed. Artmed.
FONSECA, Vitor. da. Introdução às Dificuldades de Aprendizagem. Porto Alegre, Artes Médicas: 1995.
KISHIMOTO, Tizuko Morchida. Jogos infantis: O jogo, a criança e a educação. Petrópolis-RJ: Ed.Vozes, 2004
Distúrbios de aprendizagem é um termo genérico que se refere a um grupo heterogêneo de alterações manifestas por dificuldades significativas na aquisição e uso da audição, fala, leitura, escrita, raciocínio ou habilidades matemáticas. Estas alterações são intrínsecas ao indivíduo e presumivelmente devidas à disfunção do sistema nervoso central. Apesar de um distúrbio de aprendizagem poder ocorrer concomitantemente com outras condições desfavoráveis (por exemplo, alteração sensorial, retardo mental, distúrbio social ou emocional) ou influências ambientais (por exemplo, diferenças culturais, instrução insuficiente/inadequada, fatores psicogênicos), não é resultado direto dessas condições ou influências. (Collares e Moysés, 1992, p. 32)
Na atualidade é cada vez mais comum a inserção da criança ainda muito pequena em uma instituição escolar, tendo como objetivo maior trabalhar o seu desenvolvimento motor, intelectual e social. O ser humano, em todas as fases de sua vida, está sempre descobrindo e aprendendo coisas novas pelo contato com seus semelhantes e pelo domínio sobre o meio em que vive. Ele nasceu para descobrir e aprender a partir da sua maturação biológica e da interação com o meio e com outros sujeitos, é isso que lhe garante a sobrevivência e a interação na sociedade como ser participativo, crítico e criativo.
A maturação biológica é basicamente inata da criança e se refere às alterações de aspectos qualitativos na qual a criança em cada fase da vida vai estar mais capacitada, estando sempre progredindo para níveis mais elevados. Sendo assim a maturação segue uma linha de progressão de ordem fixa, sua sequencia geralmente não varia, o que muda na maturação é o ritmo e esse vai estar apoiado nas experiências vivenciadas por cada criança.
O comportamento humano está classificado em três áreas; a área cognitiva responsável pelo comportamento intelectual do sujeito, a área afetiva que se encarrega do comportamento sócio emocional e a área psicomotora que se responsabiliza pelo comportamento motor e psicológico.
Segundo Piaget (apud FORMOSINHO, KISHIMOTO, PINAZZA, 2007, p.215) “A assimilação refere-se, fundamentalmente, à capacidade de interpretar e construir o mundo exterior, objetos e ações, em função de um quadro mental disponível em dado momento. O sujeito “lê” a realidade de acordo com as estrutura de que dispõe”. Sendo assim a brincadeira é uma atividade muito importante que ajuda no processo de desenvolvimento da criança e que precisa ser usada como estratégia de ensino e aprendizagem na Educação Infantil, aproveitando o conhecimento prévio das crianças.
Nesse sentido o conhecimento é construído a partir dos conhecimentos prévios, quando a criança consegue assimilar o que acontece ao seu redor com ajuda de uma pessoa mais experiente. Vygotsky denominou esse processo de zona de desenvolvimento proximal (ZDP) e com isso deixa claro que [...] “a zona de desenvolvimento proximal permite-nos delinear o futuro imediato da criança e seu estado dinâmico de desenvolvimento, propiciando o acesso não somente ao que já foi atingido através do desenvolvimento, como também aquilo que está em processo de maturação” (VIGOTSKY 2003 p.113). Para que a criança possa atingir habilidades e competências intelectuais, é necessário que ela receba estímulos externos.
[...] os processos de desenvolvimento da criança são independentes do aprendizado. O aprendizado é considerado um processo puramente externo que não está envolvido ativamente no desenvolvimento. Ele simplesmente se utilizaria dos avanços do desenvolvimento ao invés de fornecer um impulso para modificar seu curso. (COLL, MARCHESI, PALACIOS, 2004, p.103)
Sendo assim os processos de desenvolvimento da criança acontecem de maneira independente do processo da aprendizagem, e essa acontece a partir de estímulos externos que a criança vai receber dos seus pares e do meio.
Nesse sentido o fato da criança não aprender a ler nem escrever torna-se um problema social, pois quem não consegue ler nem escrever é facilmente manipulado por outras pessoas.
Quando a criança entra na escola o principal objetivo é que ela aprenda habilidades especificas como ler, escrever e calcular essas habilidades vai aumentando progressivamente de maneira contínua, e com a passagem do tempo seu desenvolvimento vai ser mensurado de acordo com o seu domínio no vocabulário e em matérias especificas. Entretanto a criança com dificuldade de aprendizagem dificilmente consegue atingir esses domínios de habilidades por conta do seu problema cognitivo. Sendo assim Fonseca (1995, p.210) diz “A aprendizagem da leitura começa com a aquisição da linguagem auditiva. A dificuldade da aprendizagem da leitura coloca, assim, um problema de desenvolvimento da linguagem, e este, um problema de desenvolvimento cognitivo”.
A construção da estrutura cognitiva da criança, se dar a partir da mediação da professora entre o aluno e o conteúdo. Para Piaget, a aprendizagem é um processo de acomodação e assimilação, em que o aluno a partir de novos conhecimentos, vai modificando suas estruturas cognitivas internas, de acordo com as suas experiências pessoais. Os conhecimentos prévios, o ritmo de aprendizagem é levado em conta no processo de desenvolvimento da criança da Educação Infantil.
[...] o processo de desenvolvimento cognitivo poderia ser definido como um posso progressivo e continuado de níveis de Equilibração inferior a superior nos intercâmbios cognitivos entre ao indivíduos e o meio, graças ao jogo da assimilação e da acomodação. O mecanismo de Equilibração constitui um elemento de outo-regulação no processo de desenvolvimento, isso é, funciona como processo de ajustamento ativo por parte do sistema cognitivo. ( COLL, 1999, p.93)
A assimilação é o processo cognitivo pelo qual uma pessoa integra (classifica) um novo dado perceptual, motor ou conceitual às estruturas cognitivas prévias (WADSWORTH, 1996). Ou seja, quando a criança tem novas experiências (vendo coisas novas, ou ouvindo coisas novas) ela tenta adaptar esses novos estímulos às estruturas cognitivas que já possui. (http://www.cerebromente.org.br/n08/mente/construtivismo/construtivismo.htm)
A idade pré-escolar é desenvolvida em fases, pois e nesse período, que a criança começar se capacitar para exercer atividades mais complexas. Como por exemplo, atividades que precise usar linguagem articulada. Porém para a criança com distúrbio de aprendizagem isso fica muito mais difícil, porém não é impossível, pois a sua estrutura cognitiva não deixa que ela faça o uso devido dessa habilidade é necessário que se faca um trabalho diferenciado. Sobre esse assunto Fonseca diz:
As crianças com DA com intervenções pedagógica adequadas, necessariamente enriquecidas em termos de processo ensino-aprendizagem nos seus múltiplos subsistemas componentes, adquirem informações e desbloqueiam as suas dificuldades, e podem mesmo modificabilizar cognitivamente todo o seu potencial dinâmico de aprendizagem. ( FONSECA,1995,P.83)
Segundo os teóricos que estudaram o desenvolvimento da criança é na pré-escola que a mesma começa a definir a sua capacidade de assimilação. Para Piaget esse período corresponde a fase pré-operacional do desenvolvimento cognitivo. No cotidiano a criança vai precisar fazer uso de operações mentais para poder entender e dar significados as coisas do seu entorno. É possível perceber que para que trabalho da aquisição de habilidades como a leitura e escrita tenha sucesso é preciso que esteja interligado com a área cognitiva e também a afetiva que também faz parte das estruturas neurológica.
As dificuldades de aprendizagem são problema de ordem neurológica e que vem afetando algumas crianças impedindo-as que as mesmas possam desenvolver sua capacidade cerebral de maneira plena. Crianças com este tipo de distúrbios não pode ser considerada uma pessoa doente, mas sim um indivíduo que não conseguem entender ou até mesmo decifrar as informações que lhes são passadas com muita clareza. Portanto muitos alunos que têm algum tipo de distúrbio de aprendizagem são rotulados como preguiçosos ou até mesmo como pessoas de pouca inteligência pelos seus colegas e outras pessoas nas escolas e até mesmo no seu convívio familiar. Sendo assim, Fonseca afirma que:
Inteligência pode ser definida como a capacidade mental de raciocinar, planejar, resolver problemas, abstrair ideias, compreender ideias e linguagens e aprender. Embora pessoas leigas geralmente percebam o conceito de inteligência sob um âmbito maior, na Psicologia, o estudo da inteligência geralmente entende que este conceito não compreende a criatividade, o caráter ou a sabedoria. Conforme a definição que se tome, pode ser considerado um dos aspectos da personalidade.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Intelig%C3%AAncia)
[...] a criança com dificuldade de aprendizagem não deve ser “classificada” como deficiente. Trata-se de uma criança normal que aprende de uma forma diferente, a qual apresenta uma discrepância entre o potencial atual e o potencial esperado. Não pertence a nenhuma categoria de deficiência, não sendo sequer uma deficiência mental, pois possui um potencial cognitivo que não é realizado em termos de aproveitamento educacional. ( Fonseca, 1995, p)
Os problemas de aprendizagem são vários, eles afetam o desenvolvimento intelectual da criança. Portanto esses distúrbios podem afetar as crianças de maneiras deferentes, eles são advindos de varias causas, provocando com isso uma série de prejuízos na parte funcional do cérebro da criança em idade escolar. Porém em alguns casos a dificuldade de aprendizagem é tão sutil que pode passar despercebida, já que a criança apresenta uma estrutura de pensamento que supera a média em algumas área do seu desenvolvimento. Como é o caso de uma criança autista.
A criança com esse tipo de transtorno tem uma dificuldade muito grande de se relacionar com outras pessoas, o seu desenvolvimento é comprometido em três áreas: na comunicação, na socialização e na imaginação. Segundo Lima “O desenvolvimento da função simbólica no ser humano é de extrema importância, uma vez que é por meio do exercício desta função que o ser humano pode construir significados e acumular conhecimento” (LIMA, 2008, p. 27). Nesse sentido a imaginação é um dos elementos essencial para o desenvolvimento da criança
[...] para aprender a ler e escrever, a criança precisa ter atrás (e dentro) de si um conjunto de experiência e de envolvimento que garantam um conjunto de modificações neurobiológicas no seu cérebro. Para ler, várias aquisições perceptivas e integrativas se têm de dar em diferentes partes ou unidades no cérebro. É possível que a DA resultem de uma disfunção manifestada por aspectos estruturai, ou por problemas de transmissão dos estímulos nas áreas associativas, por diferença de transdução e integração e de organização, ou por interferência nos processos auditivos e visuais que sustentam o processo da leitura. ( Fonseca 1995, p. 177)
A dificuldade de aprendizagem é uma abordagem muito complexa, as pessoas que trabalham com criança na idade escola precisam ter uma percepção muito sensível para perceber e diagnostica os distúrbios de aprendizagem em alguns seguimentos, pois é possível que uma criança consiga assimilar determinado assunto com certa facilidade, porém não consiga aprende as letras do alfabeto na sua totalidade. Segundo Piaget (apud FORMOSINHO, KISHIMOTO, PINAZZA, 2007, p.215) “A assimilação refere-se, fundamentalmente, à capacidade de interpretar e construir o mundo exterior, objetos e ações, em função de um quadro mental disponível em dado momento. O sujeito “lê” a realidade de acordo com as estrutura de que dispõe”.
Neste sentido se faz preciso que os professores e os responsáveis estejam atentos no processo de desenvolvimento da criança na idade escola, pois essa é a melhor época de se fazer o diagnostico de uma criança com dificuldade de aprendizagem. Porém o adulto preciso ter uma percepção muito apurada para poder identificar qual é o tipo de dificuldade de aprendizagem que uma criança esta tendo. Segundo Fonseca:
A aprendizagem não pode ser vista como mera acumulação de conhecimento ou aquisições, mas como uma construção ativa e uma transformação das ideias, uma modificabilidade cognitiva estrutural, um processamento de informação mais diversificado, transcendente e plástico, consubstanciando a função de facilitar e de mediatizarão intencional do professor ( Fonseca, 1995, p. 82)
Toda criança nasce com a potencialidade de desenvolver a linguagem, a função simbólica, a percepção, a memória, a atenção e a imaginação. Segundo Coll. “Vygotsky implica afirmar que processos como a atenção voluntaria, a memória lógica ou o pensamento podem realizar-se não só de maneira individual, mas também de maneira interpessoal, ou seja, mediante a relação, a comunicação” [...] Coll (1999, p. 106)
Sendo assim esses elementos vão se desenvolver naturalmente na criança por fazer parte do caminho pré-estabelecido pela sua genética. Porém a criança que nasce com algum distúrbio de aprendizagem muitas vezes não consegue desenvolver essas habilidades. Portanto não consegue aprender da maneira convencional como as outras crianças. Segundo Formosinho, Kishimoto e Pinazza (2007, p. 259) [...] “a fala humana desenvolvida possui um significado objetivo, pressupondo, assim um certo nível no desenvolvimento do pensamento, e concordamos que é necessário levar em conta a estreita relação existente entre a linguagem e o pensamento”. A linguagem é um sistema de signo de extrema importância e que muitas vezes a criança no período pré-operatório utiliza de maneira simbólica para expressar os seus pensamentos e sentimentos
As dificuldades de aprendizagem é um tipo de desordem que afeta a capacidade da criança de processar as informações. Essas dificuldades podem afetas o desenvolvimento das funções cognitivas impedindo que a criança aprenda certos conceitos em um período de tempo “normal “ ou seja igual a uma crianças que não tem as suas funções cerebrais afetadas. Porém a aprendizagem de cada criança tem seu tempo diferenciado. Por isso é importante muita atenção ao diagnosticar um distúrbio desse tipo.
Funções cognitivas uma série de atividades mentais que são pré-requisitos para dominar as operações mentais (sendo estas um conjunto de ações interiorizadas, organizadas e coordenadas, por meio das quais se elabora a informação procedente das fontes internas e externas de estimulação). Algumas das funções cognitivas estão relacionadas com a entrada das informações, outras com a elaboração da situação problema e outras com as respostas diante dos desafios. ( http://gutadefranco.blogspot.com/p/o-que-sao-funcoes-cognitivas.html)
Segundo Piaget o ser humano já nasce com algumas estruturas já prontas como, por exemplo, as estruturas genótipo, que trata do biótipo da pessoa, ou seja, das características físicas. Outras ainda serão desenvolvidas como no caso das estruturas psicológicas que precisam de condições favoráveis para um desenvolvimento pleno. Portanto os distúrbios de aprendizagem tem uma relação muito estreita com as condições psicológica da criança.
Os distúrbios de aprendizagem não são fáceis de ser percebidos. Portanto os pais precisam estar atentos às atitudes de seus filhos. Segundo Cesar Coll (1999, pág. 158) é função da família é oferecer cuidado e proteção às crianças, lhes garantido subsistência em condições dignas, contribuição para a socialização dos filhos em relação aos valores socialmente construídos, dar suporte à evolução das crianças; controlá-las e ajudá-las no processo de escolarização e de instrução progressiva em outros âmbitos e instituições sociais.
Outra função da família consiste na ajuda e no suporte que proporcionam às crianças para virem a serem pessoas emocionalmente equilibradas, capazes de estabelecer vínculos afetivos e respeitosos com os outros e consigo própria.
As estratégias de comunicação que os pais utilizam com a criança com distúrbios de aprendizagem têm uma grande importância para o desenvolvimento da mesma. Por isso é de extrema importância que haja uma estreita correlação entre a criança com distúrbio e seus familiares.
Deve ficar claro que escola e família são contextos deferentes e que, nesses contextos, as crianças deverão encontrar coisas, pessoas e relações diversas; nisso está, em parte, a sua riqueza e a sua potencialidade ( Coll, 1999,p.184)
Como sistema, a família desenvolve a função psicossocial, e estabelece estratégia para proteger os seus membros, para que seja possível a sua adaptação a cultura a que pertence. Portanto para que a criança com dificuldade de aprendizagem possa aprender a falar ou desenvolver a leitura e a escrita também vai depender muito do contexto familiar em que a criança vive e o interesse dos membros em ajuda-la no seu processo de desenvolvimento.
O principal significado de dificuldade de aprendizagem são as manifestações das dificuldades na aquisição e compreensão e na utilização da leitura, escrita, da matemática e do raciocínio logico além da compreensão auditiva e da fala. Nesse sentido as dificuldades de aprendizagem certamente ocorrem por causa de uma serie de disfunções do sistema nervoso central que pode der desencadeada durante a vida da criança. Nesse sentido Fonseca afirma que:
Dificuldade de aprendizagem (DA) é um termo geral que se refere a um grupo heterogêneo de desordens manifestadas por dificuldades significativas na aquisição e utilização da compreensão aditivada fala, da escrita e do raciocínio matemático. Tais desordens, consideradas intrínsecas ao individuo, presumindo-se que sejam devidas a uma disfunção do sistema nervoso central, podem ocorrer durante toda vida. ( Fonseca, 1995, p. 71 )
Portanto essas dificuldades de aprendizagem afeta seriamente a criança no campo educacional. Nesse sentido trazendo prejuízos no processo da aprendizagem de crianças diagnosticadas com esse tipo de transtorno. A aquisição da leitura e da escrita é uma função de extrema importância na vida de uma pessoa, é através dessas aquisições que algumas pessoas se desenvolvem verdadeiramente, por que e a partir daí que o individuo vai se diferenciar dentro de uma sociedade letrada.
São vários os índices que pode ajudar no diagnostico que confirme ou não se uma criança tem dificuldade de aprendizagem dente esses índices precisamos considerar quais são os fatores que define as dificuldade em aprender dentre elas a dificuldade de ler e escreve, soletrar com exatidão, recordar fatos do se cotidiano, colocar materiais na sequencia, copiar formas solicitadas, escrever legivelmente, aprender a calcular. Portanto existe uma série de elemento que é precisa ser levado em consideração no momento de fazer o diagnostico de uma criança com dislexia.
É possível perceber que na escola a dislexia é a principal dificuldade de aprendizagem das criança. Certamente por se tratar de um transtorno que impede a criança de aprender habilidades relacionadas às letras, aos números e aos símbolos. Assim, os distúrbios de aprendizagem traz um prejuízo muito grande para a criança. A mesma tem a sua autoestima abalada quando percebe que os colegas consegue aprender e ela não. Segundo Vygotsky:
A fala da criança é tão importante quanto a ação para atingir um objeto. As crianças não ficam simplesmente falando o que elas estão fazendo; sua fala e sua ação fazem parte de uma mesma função psicológica complexa, dirigida para solução do problema em questão (VIGOTSKY, 2003, P. 34)
Dislexia é uma dificuldade de aprendizagem de origem neurológica. É caracterizada pela dificuldade com a fluência correta na leitura e por dificuldade na habilidade de decodificação e soletração. Essas dificuldades resultam tipicamente do déficit no componente fonológico da linguagem que é inesperado em relação a outras habilidades cognitivas consideradas na faixa etária. (http://www.profala.com/artdislexia14.htm)
Por tanto é necessário lembrar que existe vários tipos de dificuldades de aprendizagens entre elas o Transtorno do déficit de atenção, que impede que a criança se concentre no momento da aula, a criança diagnosticada com (TDA) geralmente tem um comportamento um tanto agitado, muita falta de atenção, sofre com instabilidade emocional, além de falar em demasia; a discalculia é um distúrbios neurológico que impedi a criança desenvolva habilidades específica na aprendizagem relacionadas com número.
Discalculia é definido como uma desordem neurológica específica que afeta a habilidade de uma pessoa de compreender e manipular números. A discalculia pode ser causada por um déficit de percepção visual. O termo discalculia é usado frequentemente ao consultar especificamente à inabilidade de executar operações matemáticas ou aritméticas, mas é definido por alguns profissionais educacionais como uma inabilidade mais fundamental para conceitualizar números como um conceito abstrato de quantidades comparativas. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Discalculia)
A discalculia não é uma doença é uma falha na área frontal do cérebro que faz o reconhecimento dos símbolos. Essa falha não está relacionada às habilidades matemáticas básicas, mas como a criança associa essas habilidades com o seu dia a dia. Não podemos esquecer que a dificuldade de fazer calcula está presente em todo seguimento escolar. Portanto antes de fazer um diagnóstico de discalculia na criança é preciso verificar o currículo e a metodologia trabalhada na escola.
No caso da discalculia é possível que a criança tenha uma grande as chances de reverte a situação caso a criança seja acompanhada com profissionais habilitados para essa função. Com o tratamento a criança tem mais chance de melhora a sua capacidade de compreender os conceitos matemáticos e os símbolos. Porém muitas vezes algumas pessoas não consegue melhorar totalmente, e fica um resquício da dificuldade por toda vida adulta de maneira bem suave.
No caso da disortográfica é um distúrbio relacionado ao processo de desenvolvimento da escrita, nesse caso a criança tem um vocabulário muito restrito, também é muito comum encontrar uma variação de erros ortográficos na escrita da criança com disortográfica, de um texto. A criança com esse diagnostico tem uma dificuldade muito grande em elaborar texto, por conta disso que esse transtorno só é verificado quando a criança se encontra no terceiro ano do ensino fundamental.
Disortográfica é a dificuldade do aprendizado e do desenvolvimento da habilidade da linguagem escrita expressiva.Esta dificuldade pode ocorrer associada ou não a dificuldade de leitura, isto é, a dislexia.Considera-se que 90% das disortografias têm como causa um atraso de linguagem; estas são consideradas disortografias verdadeiras. Os 10% restantes têm como causa uma disfunção neuro-fisiológica. ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Disortografia)
REFERÊNCIA
COLL, César; MARCHESI, Álvaro; JESUS, Palácios. Desenvolvimento psicológico e educação. Volume 1, 2º edição, Porto Alegre: Ed. Artmed,. 2004
________, César; MARCHESI, Álvaro; JESUS, Palácios. Desenvolvimento psicológico e educação: Psicologia da educação escolar. Volume 2, Porto Alegre: Ed. Artmed,. 2004
_______, César, MESTRES, Mariana Miras; GOÑI, Javier Onrubi; GALLART, Isabel Solé Psicologia da educação. Porto Alegre: Ed. Artmed, 1999
FARMOSINHO, Júlia Oliveira; KISHIMOTO Tizuko Morchida; PINAZZA Mônica Appezzato. Pedagogia(s) da infância: dialogo com o passado construindo o futuro. Porto Alegre: Artmed, 2007.
FONSECA, Vitor da. Manual de Observação Psicomotora: Significação Psiconeurologia dos Fatores Psicomotores. Ed. Artmed.
FONSECA, Vitor. da. Introdução às Dificuldades de Aprendizagem. Porto Alegre, Artes Médicas: 1995.
KISHIMOTO, Tizuko Morchida. Jogos infantis: O jogo, a criança e a educação. Petrópolis-RJ: Ed.Vozes, 2004
CURRÍCULO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL
É muito difícil estabelecer o conceito de currículo, em função dos diversos ângulos em que ele está envolvido. Mas em geral o currículo escolar representa toda a trajetória percorrida pelo aluno ao longo da sua vida escolar. É no currículo que está estruturado todos os conteúdos e as atividades pré-estabelecidas a serem desenvolvidas ao longo do processo ensino-aprendizagem. Ao estruturar um currículo é necessário saber a que tipo de público esse currículo vai servir, pois, o mesmo precisa atender as demandas trazidas pelos envolvidos nesse processo de ensino-aprendizagem. Portanto o currículo vai servir como um lugar que provoca interrogação e questionamento das praticas daqueles que estão envolvidos no seu desenvolvimento dentro da instituição escolar.
A escola constitui um contexto diversificado do desenvolvimento do ser humano, onde o sujeito encontra as oportunidades de transformar o seu potencial em competências, habilidades e capacidade de aprender uma variedade muito grande de elementos constituinte da sua cultura, de maneira contínua. E nesse contexto as questões ambientais precisam propor atividades que leve ao aluno a refletir sobre seus hábitos e suas atitudes no que diz respeito ao meio ambiente .
O conhecimento necessita torna-se não comente uma aquisição individual, mas uma das possibilidades de desenvolvimento da pessoa que terá reflexos na vida em sociedade. A abordagem socialmente defende uma educação de caráter permanente, preocupada não só com o aqui e agora, mas também com o futuro. Preocupa-se em elaborar valores éticos, centrando-se nos conhecimentos historicamente produzidos pela humanidade. Mais para tal currículo precisa contemplar uma abordagem socioambiental que defenda uma educação de caráter permanente, preocupada não só com agora mais sempre.
Atualmente as questões relacionadas ao meio ambiente encontram-se em evidencia, como um tema de discussão entre todos os seguimentos da sociedade. Entre esses seguimentos está o da educação que vem tratando as questões ambientais com muita timidez. Nesse sentido o meio ambiente precisa ser um dos temas transversais que necessita ser trabalhado de forma sistematizado para que a transmissão de seus conhecimentos contemple todas as disciplinas. E assim possa promover para seus alunos uma visão mais ampla que envolve, além dos elementos naturais, os elementos construídos e todos os aspectos sociais que envolvem nas questões ambientais.
A espécie humana depende da transmissão de conhecimento passado de uma geração para outra, reafirmando os saberes, os valores para as novas gerações, e a escola desempenha esse papel, principalmente o de socializar conhecimentos de maneira sistematizada. E as questões do meio ambiente precisam ser trabalhadas de maneira sistemáticas, com sentido mais amplo, para os alunos aprenderem habilidade referente aos cuidados com o meio ambiente.
A escola como principal local de sociealização de conhecimento precisa abordar temas como os processos de poluição e escacez das águas, as questões que envolvem o lixo, as consequências das queimadas e dos desmatamentos das florestas que vem atingindo de maneira direta ou indireta toda a sociedade. Nesse sentido Bourdieu (2002, p. 14) diz que: “o sistema de ensino é um dos mecanismos pelos quais as estruturas sociais são perpetuadas”. Portanto a escola precisa fazer um trabalho sistematizado sobre meio ambiente como tema transversal, como um tema que necessita ser trabalhado de forma interdisciplinar.
Hoje a escola é a principal reprodutora de ideologia do Estado. Pois é ela que consegue atingir uma parcela muito grande das pessoas. Portanto tem condições de fazer um trabalho excelente de conscientização dos seus alunos no que diz respeito às questões ambientais. E todo esse trabalho necessita está estruturado em seu currículo para ser desenvolvido de maneira sistemática. A escola precisa ter clareza quais são as experiência educacionais que pode oferecer para seus alunos aprendizagem significativas no sentido de desenvolver neles habilidade de cuidado ao do meio ambiente.
Segundo as Diretrizes Curriculares da Educação Ambiental. “A educação ambiental deve centrar-se nas mudanças de comportamentos individuais do homem, transformando a relação homem natureza e solucionando, assim os problemas ambientais”. Nesse sentido a escola como um dos principais aparelhos ideológico do Estado tem autonomia de desenvolver estratégia que possa atingir a consciência dos seus alunos em relação a preservação do meio ambiente que é um dos tema que mais vem preocupando a humanidade.
Para (Silva 2005, p.31) “A escola constitui-se num aparelho ideológico central porque, afirma Althusser, atingir praticamente toda população por um período prolongado de tempo”. Portanto a escola tem sim autonomia para ensinar para seus alunos habilidades que venham melhorar os cuidados com o meio ambiente. Silva ainda diz que: “A escola atua ideologicamente através do seu currículo, seja de uma forma mais direta, através das matérias mais suscetíveis ao transporte de crenças explicitas sobre a desejabilidade das estruturas sociais existentes, como Estudos Sociais, [...]”. (Silva, 2010, p.31).
Nesse sentido a questão central que serve de pano de fundo para qualquer teoria do currículo é saber qual o conhecimento deve ser ensinado para os alunos de uma escola. Portanto com todos esses acontecimentos que vem ocorrendo ao redor do mundo, por causa do desequilíbrio ambiental é muito pertinente que os conhecimentos sobre preservação do meio ambiente seja tratado com extrema importância e com muita urgência em sala de aula, e as pessoas que estão envolvidas com a educação disseminem esses conhecimentos com mais compromisso e responsabilidade. No sentido de atingir a consciência do maior número de pessoas possíveis.
O currículo precisa servir para a formação humana a partir da introdução de novos conhecimentos, ele não pode se limita aos conhecimentos relacionados às vivencias dos alunos, as realidades regionais, ou com base no assim chamado conhecimento cotidiano. É necessário que o currículo proponha muito além pois, Um currículo para a formação humana e aquele orientado para a inclusão de todos ao acesso dos bens culturais e ao conhecimento, está assim a serviço da diversidade.
O mundo pede uma cultura que seus sujeitos estejam preocupados com os traumas ecológicos, que tem como consequência a ação do homem ao longo dos tempos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao longo dos tempos a ação do homem vem causando uma série de desequilíbrio no meio ambiente, e esses transtornos trazem sérios prejuízos a humanidade, não só os prejuízos matérias, mais principalmente, as muitas vidas que são perdidas a cada vez que o desastre ocorre por causa dos desequilíbrios sejam eles naturais ou os desencadeados pela ação do ser humano.
O desequilíbrio ambiental certamente teria uma intensidade menor se cada pessoa tivesse a oportunidade de vivenciar e presenciar a experiência da preservação do meio ambiente. Portanto é mais que necessário que as escolas tenham nas estruturas dos seus currículos atividades que venha fortalecer a consciência da preservação do meio ambiente dos seus alunos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
COLL, Cesar. Psicologia e Currículo, São Paulo: Ática, 1996.
SILVA, Tomaz Tadeu da Silva. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. 2. Ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.
Secretaria de Educação Fundamental: Parâmetros Curriculares Nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais (v. 1). Brasília: MEC/SEF. (199).
Secretaria de Educação Fundamental Parâmetros Curriculares Nacionais: apresentação dos temas transversais, meio ambiente. Brasília: MEC/SEF. (1997).
http://pessoal.educacional.com.br/up/4770001/1306260/t137.asp
A escola constitui um contexto diversificado do desenvolvimento do ser humano, onde o sujeito encontra as oportunidades de transformar o seu potencial em competências, habilidades e capacidade de aprender uma variedade muito grande de elementos constituinte da sua cultura, de maneira contínua. E nesse contexto as questões ambientais precisam propor atividades que leve ao aluno a refletir sobre seus hábitos e suas atitudes no que diz respeito ao meio ambiente .
O conhecimento necessita torna-se não comente uma aquisição individual, mas uma das possibilidades de desenvolvimento da pessoa que terá reflexos na vida em sociedade. A abordagem socialmente defende uma educação de caráter permanente, preocupada não só com o aqui e agora, mas também com o futuro. Preocupa-se em elaborar valores éticos, centrando-se nos conhecimentos historicamente produzidos pela humanidade. Mais para tal currículo precisa contemplar uma abordagem socioambiental que defenda uma educação de caráter permanente, preocupada não só com agora mais sempre.
Atualmente as questões relacionadas ao meio ambiente encontram-se em evidencia, como um tema de discussão entre todos os seguimentos da sociedade. Entre esses seguimentos está o da educação que vem tratando as questões ambientais com muita timidez. Nesse sentido o meio ambiente precisa ser um dos temas transversais que necessita ser trabalhado de forma sistematizado para que a transmissão de seus conhecimentos contemple todas as disciplinas. E assim possa promover para seus alunos uma visão mais ampla que envolve, além dos elementos naturais, os elementos construídos e todos os aspectos sociais que envolvem nas questões ambientais.
A espécie humana depende da transmissão de conhecimento passado de uma geração para outra, reafirmando os saberes, os valores para as novas gerações, e a escola desempenha esse papel, principalmente o de socializar conhecimentos de maneira sistematizada. E as questões do meio ambiente precisam ser trabalhadas de maneira sistemáticas, com sentido mais amplo, para os alunos aprenderem habilidade referente aos cuidados com o meio ambiente.
A escola como principal local de sociealização de conhecimento precisa abordar temas como os processos de poluição e escacez das águas, as questões que envolvem o lixo, as consequências das queimadas e dos desmatamentos das florestas que vem atingindo de maneira direta ou indireta toda a sociedade. Nesse sentido Bourdieu (2002, p. 14) diz que: “o sistema de ensino é um dos mecanismos pelos quais as estruturas sociais são perpetuadas”. Portanto a escola precisa fazer um trabalho sistematizado sobre meio ambiente como tema transversal, como um tema que necessita ser trabalhado de forma interdisciplinar.
Hoje a escola é a principal reprodutora de ideologia do Estado. Pois é ela que consegue atingir uma parcela muito grande das pessoas. Portanto tem condições de fazer um trabalho excelente de conscientização dos seus alunos no que diz respeito às questões ambientais. E todo esse trabalho necessita está estruturado em seu currículo para ser desenvolvido de maneira sistemática. A escola precisa ter clareza quais são as experiência educacionais que pode oferecer para seus alunos aprendizagem significativas no sentido de desenvolver neles habilidade de cuidado ao do meio ambiente.
Segundo as Diretrizes Curriculares da Educação Ambiental. “A educação ambiental deve centrar-se nas mudanças de comportamentos individuais do homem, transformando a relação homem natureza e solucionando, assim os problemas ambientais”. Nesse sentido a escola como um dos principais aparelhos ideológico do Estado tem autonomia de desenvolver estratégia que possa atingir a consciência dos seus alunos em relação a preservação do meio ambiente que é um dos tema que mais vem preocupando a humanidade.
Para (Silva 2005, p.31) “A escola constitui-se num aparelho ideológico central porque, afirma Althusser, atingir praticamente toda população por um período prolongado de tempo”. Portanto a escola tem sim autonomia para ensinar para seus alunos habilidades que venham melhorar os cuidados com o meio ambiente. Silva ainda diz que: “A escola atua ideologicamente através do seu currículo, seja de uma forma mais direta, através das matérias mais suscetíveis ao transporte de crenças explicitas sobre a desejabilidade das estruturas sociais existentes, como Estudos Sociais, [...]”. (Silva, 2010, p.31).
Nesse sentido a questão central que serve de pano de fundo para qualquer teoria do currículo é saber qual o conhecimento deve ser ensinado para os alunos de uma escola. Portanto com todos esses acontecimentos que vem ocorrendo ao redor do mundo, por causa do desequilíbrio ambiental é muito pertinente que os conhecimentos sobre preservação do meio ambiente seja tratado com extrema importância e com muita urgência em sala de aula, e as pessoas que estão envolvidas com a educação disseminem esses conhecimentos com mais compromisso e responsabilidade. No sentido de atingir a consciência do maior número de pessoas possíveis.
O currículo precisa servir para a formação humana a partir da introdução de novos conhecimentos, ele não pode se limita aos conhecimentos relacionados às vivencias dos alunos, as realidades regionais, ou com base no assim chamado conhecimento cotidiano. É necessário que o currículo proponha muito além pois, Um currículo para a formação humana e aquele orientado para a inclusão de todos ao acesso dos bens culturais e ao conhecimento, está assim a serviço da diversidade.
O mundo pede uma cultura que seus sujeitos estejam preocupados com os traumas ecológicos, que tem como consequência a ação do homem ao longo dos tempos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao longo dos tempos a ação do homem vem causando uma série de desequilíbrio no meio ambiente, e esses transtornos trazem sérios prejuízos a humanidade, não só os prejuízos matérias, mais principalmente, as muitas vidas que são perdidas a cada vez que o desastre ocorre por causa dos desequilíbrios sejam eles naturais ou os desencadeados pela ação do ser humano.
O desequilíbrio ambiental certamente teria uma intensidade menor se cada pessoa tivesse a oportunidade de vivenciar e presenciar a experiência da preservação do meio ambiente. Portanto é mais que necessário que as escolas tenham nas estruturas dos seus currículos atividades que venha fortalecer a consciência da preservação do meio ambiente dos seus alunos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
COLL, Cesar. Psicologia e Currículo, São Paulo: Ática, 1996.
SILVA, Tomaz Tadeu da Silva. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. 2. Ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.
Secretaria de Educação Fundamental: Parâmetros Curriculares Nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais (v. 1). Brasília: MEC/SEF. (199).
Secretaria de Educação Fundamental Parâmetros Curriculares Nacionais: apresentação dos temas transversais, meio ambiente. Brasília: MEC/SEF. (1997).
http://pessoal.educacional.com.br/up/4770001/1306260/t137.asp
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